Uma hora você vai embora, e não haverá nada que possa levar!
Nenhuma promessa para agarrar,
Tão pouco a lástima de ter sido avisado...
Neste mundo de anormais ,
Grite do canto de onde estiver!
Admita-se ou contrarie-se que eu te pergunto:
Afinal quem não é?
O que te faz falta... Até que ponto é?
Você faz seu dia... Ou só faz café?
Tua alma te esfria... Ou te sobra fé?
Do porto ao cajado, do laço enfeitado, dos teus mal bocados...
E então? O que você é?
Você canta tuas notas, ou finge mudez?
Olha lá teu espelho ou se faz embriagues?
Tropeça em ventania, se esbalda em apatia...
Faz de tudo o cais e não suporta seus temporais?
Está tudo em flagelos ou você nem vê mais?
Sê ancora na inércia... Só não calunia!
Nefasta seu limbo e ignore a calmaria...
Cambaleie teus passos... Não reclame cansaços!
Reencontre teu viço do jeito que for... Não espere feitiços,
contente-se em dor,
Pois dor não é morte... Nem rasgo dobrado!
Não é fardo perdido, ou muro chapiscado...
Dor é cartilha, é APRENDIZADO!
Luciana Muterle Pazetto
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