Desses temporais que amanciam, essa calmaria que devasta...
Destas luzes foscas todo dia, este instante inquieto que perpassa...
Desta sombra algoura que inebria, esta nuvem enchente que abraça...
Deste riso frouxo que agonia, este solo quente que afasta...
Afasta pés em desalinho na propulsão perdida no caminho,
Afasta mãos calejas de outros ninhos, na súbita promessa de algodão;
Encosta teu semblante em fio mansinho, conforte tua paz sem coração,
Amplia teu espaço enfim, sozinho! Que espera tua graça num clarão;
Revolve tua falha em fio soltinho, laçando a sua estrada em concessão,
Não desfigure passo em desalinho, sustenta tua falta de razão;
Recobra tua marcha em rio clarinho, vivendo teu agora num borrão!
Luciana Muterle Pazetto
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