Sabes o orgulho? Eu sei do meu!
Um infortúnio, de ser só eu.
Uma desponta, de um
traço cru;
O que me amedronta, me faço nú;
Calços os sapatos: Reflexão!
Olho no espelho: Que confusão!
De quem eu era, o que restou?
Do que vou ser, quanto sobrou?
E deste agora, aqui estou?
Quem é este aí, que não chegou?
Que falta nele? Que fim levou?
Que recomeçou ele testou?
Quais as respostas, a enfim saber?
São todas mortas? São do querer?
Qual vida a tua? Só isso em ser?
Que cisco: A Lua, teima em te ver!
Pensando em ir, volto mordaz,
Reflete em mim um teu cartaz;
A ida toda, assim a esmo,
Vira a revolta, enxergo eu mesmo;
Descalço assim, os meus sapatos,
Pois, hoje é dia de
salto alto,
Deixo de canto o neurônio frio,
Volto da festa,
Tudo vazio!
Calor da cama, um arrepio,
É teu semblante, em mim anil,
Desesperante, o estado vil.
Luciana Muterle Pazetto
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