E esta intriga aqui em meu ser,
É exatamente o não saber;
Dos olhos à luz,
A escuridão!
Do corte curvo do teu sorriso, o canto da boca...
tão impreciso!
Dos gestos vãos, e corriqueiros, o mistério
infindável, um devaneio!
Da tua risada e tua franqueza, a minha tormenta...
Que inflama e esquenta!
De toda a voz, o ouvir calar... Cheio de letras a
se soltar...
Do cotidiano ao detalhe sutil, um oceano!
Pensamentos mil!
Uma aspereza que me desmonta, nenhuma surpresa, mas
tu, que afronta!
Do reles fato...
Só tua presença me desfalece, se faz sentença... Me
enobrece!
De tudo eu sei, faço fugir!
O dúbio agora, é desta hora...
O que fazer, com o não sentir?
Luciana Muterle Pazetto
Nenhum comentário:
Postar um comentário