Você me bagunça, me centeia,
Definiu em mim sentença...
Desfez a minha teia...
Você me cessa e me corta a coragem de querer abrir passagem,
Para entrar em seu mundo, com toda esta bagagem...
Do passado: Do teu, do meu, de tudo o que ficou...
Eu me enrosco nesse agora como um trilho que sobrou...
Eu queria fazer hora e com ela não sentir,
Ver tuas sobras na matéria e tal posse não imprimir,
Eu queria só o desloque,
A parte vã,
A coisa vil...
Eu queria exprimir só a nota da música ouvida a grosso modo
e não sentir...
Em meu colóquio,
Sem qualquer foco,
Eu sento aqui e passo a olhar...
Procuro o tempo, abro o tormento,
Me faço arfar...
Qual a distância, se sinto tanta, entre nós dois?
O lábio cola, o lençol embola e enfim... Depois?
Depois me sobra uma cadência assim pueril...
Eu mal te olhei, de um jeito incerto, mas te beijei...
Ali no laço, então compasso eu te amei,
E ainda assim, que réu enfim, mal me encostei...
Que coisa é esta assim para ser tão infantil?
É só querer,
É só prazer,
Ou amor sutil?
Tudo aqui dentro parece estar tão bagunçado...
Um sonho bobo... Está tão errado!
Não era apenas, e com sabor, sentir amor?
O que tenho aqui e não pedi,
Não acho cor nem entendi...
É isso assim, este tambor... Dentro de mim.
Luciana Muterle Pazetto
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