sábado, 19 de outubro de 2013



Esta perene suave e maçiça que envolta em pensamento se faz tua a todo momento,

Assopra e arde constantemente minha estrada ... Algo dormente, entorpecente...

Sombra que invade o suor do meu desespero, luta que trava e sacia meus devaneios em tempos e lugares que minha alma procura alcançar...

Margem ribeira que entrega a meus pés o conforto sereno das tormentas cessadas pela lembrança de um sorriso que candeia o ensurdecer do meu silêncio a espera de mais um instante cortante...

Instante imaginário, sabido de cor...

Colorido e intenso na versão que pulsa a intenção do vislumbre em seu olhar...

Longínquo, perdido, temido, vivido e não pensado...

Mas que conotação tecer sobre o que não posso por fim compreender sobre tal parecer?


A que deriva enfim descrição, se em tormenta nenhum verso define ou prioriza de fato razão?

Luciana Muterle Pazetto

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