Esta perene suave e maçiça que envolta em pensamento se faz tua
a todo momento,
Assopra e arde constantemente minha estrada ... Algo
dormente, entorpecente...
Sombra que invade o suor do meu desespero, luta que trava e
sacia meus devaneios em tempos e lugares que minha alma procura alcançar...
Margem ribeira que entrega a meus pés o conforto sereno das
tormentas cessadas pela lembrança de um sorriso que candeia o ensurdecer do meu
silêncio a espera de mais um instante cortante...
Instante imaginário, sabido de cor...
Colorido e intenso na versão que pulsa a intenção do
vislumbre em seu olhar...
Longínquo, perdido, temido, vivido e não pensado...
Mas que conotação tecer sobre o que não posso por fim compreender
sobre tal parecer?
A que deriva enfim descrição, se em tormenta nenhum verso
define ou prioriza de fato razão?
Luciana Muterle Pazetto
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