Que seja...
O que é mesmo aquele nome
onde não se deixa de sentir o outro dilacerado?
Que importa se falta parte,
se tomba a arte, se sobra cansaço ou vasta razão?
Imagina que é um cisco o
tormento que te o faz ver neste momento em risco,
Pensa que é uma poeira... todas
as vezes que pensa enxergar naquele olhar um fogo minguado... ausente de
lareira,
Entende que o outro é
profundo mistério e nunca será a ti desvelado uma próloga porção de sua parte
sequer,
Ainda que insistas em
descobrir anseios, devaneios, golpes, desejos ou insatisfações alheias,
No mínimo do bem quisto a
recorrer, arranjarás para teu desassossego rebenta não valia a proceder,
Que seja um mosaico de luz em
tua vida... siga,
Que seja um penhasco em tua
cama... ama,
Que seja um papel em tua
frente... escreva,
Que seja um risco de sorriso
na fresta da janela... deseja,
Que seja um segundo único em
seu mundo... lampeja,
Que seja ! Apenas deixe...
que seja!
Luciana Muterle Pazetto
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