segunda-feira, 21 de outubro de 2013



Que seja...
 
O que é mesmo aquele nome onde não se deixa de sentir o outro dilacerado?
Que importa se falta parte, se tomba a arte, se sobra cansaço ou vasta razão?
Imagina que é um cisco o tormento que te o faz ver neste momento em risco,
Pensa que é uma poeira... todas as vezes que pensa enxergar naquele olhar um fogo minguado... ausente de lareira,
Entende que o outro é profundo mistério e nunca será a ti desvelado uma próloga porção de sua parte sequer,
Ainda que insistas em descobrir anseios, devaneios, golpes, desejos ou insatisfações alheias,
No mínimo do bem quisto a recorrer, arranjarás para teu desassossego rebenta não valia a proceder,
Que seja um mosaico de luz em tua vida... siga,
Que seja um penhasco em tua cama... ama,
Que seja um papel em tua frente... escreva,
Que seja um risco de sorriso na fresta da janela... deseja,
Que seja um segundo único em seu mundo... lampeja,
Que seja ! Apenas deixe... que seja!

Luciana Muterle Pazetto

Nenhum comentário:

Postar um comentário