Com estas letras que aqui me cabem, procuro expressar de forma pessoal, alegrias, tristezas, dúvidas, certezas e aspirações dos momentos que passo nesta existência.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Ana Beatriz
Você tem o mesmo cheiro de arco-íris do primeiro dia que te peguei no colo,
Você tem uma lâmpada fluorescente em seu sorriso toda vez que me proporciona risadas compartilhadas ainda que sejam contidas por sua timidez,
Você tem o brilho de zilhões de estrelas num céu azul iluminado pelo espetáculo da vida,
Você tem o semblante de todas as minhas bonecas da infância e transborda na minha alma a doçura que este tempo me inundou inocentemente,
Você tem um jardim de flores entre os dedos dos seus pés e te garanto que estarei ao seu lado em qualquer caminho que almeje prosseguir quando chegada a sua hora de crescer,
Você tem fios de neon no seu abraço e todas as estrelas cadentes que passam por aqui, só passam para te ver!
Luciana Muterle Pazetto
Você tem o mesmo cheiro de arco-íris do primeiro dia que te peguei no colo,
Você tem uma lâmpada fluorescente em seu sorriso toda vez que me proporciona risadas compartilhadas ainda que sejam contidas por sua timidez,
Você tem o brilho de zilhões de estrelas num céu azul iluminado pelo espetáculo da vida,
Você tem o semblante de todas as minhas bonecas da infância e transborda na minha alma a doçura que este tempo me inundou inocentemente,
Você tem um jardim de flores entre os dedos dos seus pés e te garanto que estarei ao seu lado em qualquer caminho que almeje prosseguir quando chegada a sua hora de crescer,
Você tem fios de neon no seu abraço e todas as estrelas cadentes que passam por aqui, só passam para te ver!
Luciana Muterle Pazetto
Que seja...
O que é mesmo aquele nome
onde não se deixa de sentir o outro dilacerado?
Que importa se falta parte,
se tomba a arte, se sobra cansaço ou vasta razão?
Imagina que é um cisco o
tormento que te o faz ver neste momento em risco,
Pensa que é uma poeira... todas
as vezes que pensa enxergar naquele olhar um fogo minguado... ausente de
lareira,
Entende que o outro é
profundo mistério e nunca será a ti desvelado uma próloga porção de sua parte
sequer,
Ainda que insistas em
descobrir anseios, devaneios, golpes, desejos ou insatisfações alheias,
No mínimo do bem quisto a
recorrer, arranjarás para teu desassossego rebenta não valia a proceder,
Que seja um mosaico de luz em
tua vida... siga,
Que seja um penhasco em tua
cama... ama,
Que seja um papel em tua
frente... escreva,
Que seja um risco de sorriso
na fresta da janela... deseja,
Que seja um segundo único em
seu mundo... lampeja,
Que seja ! Apenas deixe...
que seja!
Luciana Muterle Pazetto
sábado, 19 de outubro de 2013
Como
cabem dentro de um mesmo corpo e uma mesma alma sentimentos tão opostos
em relação às mesmas vertentes que procuramos entender?
Que mistério é este que envolve uma criatura que se conhece desde seu nascimento e ao se olhar no espelho em frente seus anos vividos corriqueiramente percebe e encontra sem saber o local exato tantas emoções ao mesmo tempo?
Como ternura e frieza cabem na mesma gaveta? Como carinho e contenção ocupam a mesma proporção?
Porque afeto e desprezo aprendidos ficam nos armários do mesmo sentido? Ocupam a mesma linha: as asas do desejo com os arranhados das dores mesquinhas?
Quão incrível tem um ser que quanto mais procura viver, mais lento percebe seu proceder...
Quanto maior sua busca pela completude e exatidão, mais se afasta da sentimentalidade que míngua as frestas da razão?
Quanto mais caminhos escolhe para seguir, perde a si mesmo e aos encantos que brotam no porvir?
Quantas horas e quantas virtudes podem preencher a essência deste ser?
Talvez a melodia que não cessa, uma dança que nunca alcança, um gramado nunca cortado, uma gota árdua de uma lágrima ou a curva marcada de um riso muito esperado sejam partes para respostas como estas em questão.... Talvez seja apenas uma reflexão... e ... Talvez não!
Que mistério é este que envolve uma criatura que se conhece desde seu nascimento e ao se olhar no espelho em frente seus anos vividos corriqueiramente percebe e encontra sem saber o local exato tantas emoções ao mesmo tempo?
Como ternura e frieza cabem na mesma gaveta? Como carinho e contenção ocupam a mesma proporção?
Porque afeto e desprezo aprendidos ficam nos armários do mesmo sentido? Ocupam a mesma linha: as asas do desejo com os arranhados das dores mesquinhas?
Quão incrível tem um ser que quanto mais procura viver, mais lento percebe seu proceder...
Quanto maior sua busca pela completude e exatidão, mais se afasta da sentimentalidade que míngua as frestas da razão?
Quanto mais caminhos escolhe para seguir, perde a si mesmo e aos encantos que brotam no porvir?
Quantas horas e quantas virtudes podem preencher a essência deste ser?
Talvez a melodia que não cessa, uma dança que nunca alcança, um gramado nunca cortado, uma gota árdua de uma lágrima ou a curva marcada de um riso muito esperado sejam partes para respostas como estas em questão.... Talvez seja apenas uma reflexão... e ... Talvez não!
Luciana Muterle Pazetto
Esta perene suave e maçiça que envolta em pensamento se faz tua
a todo momento,
Assopra e arde constantemente minha estrada ... Algo
dormente, entorpecente...
Sombra que invade o suor do meu desespero, luta que trava e
sacia meus devaneios em tempos e lugares que minha alma procura alcançar...
Margem ribeira que entrega a meus pés o conforto sereno das
tormentas cessadas pela lembrança de um sorriso que candeia o ensurdecer do meu
silêncio a espera de mais um instante cortante...
Instante imaginário, sabido de cor...
Colorido e intenso na versão que pulsa a intenção do
vislumbre em seu olhar...
Longínquo, perdido, temido, vivido e não pensado...
Mas que conotação tecer sobre o que não posso por fim compreender
sobre tal parecer?
A que deriva enfim descrição, se em tormenta nenhum verso
define ou prioriza de fato razão?
Luciana Muterle Pazetto
domingo, 8 de setembro de 2013
Inconstâncias
Não é que eu aprecie a companhia constante da rotina, mas a
inconstância contínua de qualquer fato e suas metades quase inalcançáveis, me
bloqueiam a visão apesar do descontrole sentimental.
Verdade é que sentimento faz casa sem permissão, muda órgãos
de lugar num relampejar e reviram-nos do avesso como tufões acabrunhados sem
pestanejar, mas a racionalidade quando forçadamente acionada pela menor
partícula do cérebro chama-te à conclusão de que é impossível passar os dias
sem levar seus pensamentos à quista compreensão dos motivos que deixaram de demonstrar
algumas coisas num certo jeito para passarem a ser vistas de outro...
Por que
cargas d’água você aceitou seus olhos te traírem e te enveredarem para passos que
não sabia supor se possuía calçados apropriados no seguimento do caminho?
O que leva uma mente a desviar sua atenção de concepções já
priorizadas em sua essência, a diagnosticar como incompleta a sensação que já
se havia internalizada e estabelecida como pronta?
Qual é a névoa que faz torcer-nos o pescoço de lado para
admirar a mesma coisa, pessoa ou situação com olhos de “Por que estou vendo
isso dessa forma agora?” ...
Qual nome atribuir junto à presente necessidade de se reinventar
cheiros, lugares, sorrisos, nuances, conversas, suspiros, travesseiros ...
Possivelmente o tempo seja capaz de transformar ventos
descabidos em mormaços aprazivos, mas enquanto estas inconstâncias ocorrem
descortinadas pela corrida de seu senhor, a fumaça da mentalidade humana queima
os neurônios, e talvez suas melhores sensações, em momentos desnecessários a
evolução da própria alma.
Luciana Muterle Pazetto
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Toda dor vem de um coração não fundamentado,
Todo fundamento dispensa racionalidade...
Porém e além de subjetividade, qualquer fundamento requer sensatez,
Em contrapartida, sensatez proclama equilíbrio...
E equilíbrio cobra discernimento!
Discernimento remete reflexões...
E reflexões: Autoconhecimento.
Luciana Muterle Pazetto
Todo fundamento dispensa racionalidade...
Porém e além de subjetividade, qualquer fundamento requer sensatez,
Em contrapartida, sensatez proclama equilíbrio...
E equilíbrio cobra discernimento!
Discernimento remete reflexões...
E reflexões: Autoconhecimento.
Luciana Muterle Pazetto
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Sim, eu tenho sentimentos exacerbados e tudo ao meu redor me
atinge como um frasco arranhado que espera sua coleta de para sobre algum
lugar.
Desde todas as coisas efêmeras até as mais significativas da
essência que torna o universo humano, me chega o convite da apreciação por cada
gosto que possa ser admitido num contexto particular que me inunda a alma de
exuberâncias ou pormenores.
Um cisco ou um tufão desdobram no tempo das minhas
singularidades na mesma proporção daquelas ondas noturnas que o oceano debate
para findar próspero ou em vão.
Se todas as sutilezas ou despedidas me cercarem por segundos
de inércia ou compreensão, ficarei a mercê da deriva desta vida, sempre com um
lápis e papel na mão.
Pois que somos todos essa incongruência de ideia, arremate e
contemplação...
Serve então no porvir dos passos calçados ou não, a cadeira
do autoconhecimento para longa análise ou propensão...
A reflexão dos fatos ou sentimentos espera o relógio intro
biológico, que nos desperta nos dias de solidão, às chamas que buscamos
encontrar solução.
Luciana Muterle Pazetto
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