E o sentimento que nos desnuda é aquele que não queremos aceitar ou compreender porque os caminhos que nos levam até ele não alcançam nosso grau de inteligência racional.
Porque palavras sempre vão e voltam e as que ficam são somente as que permitimos deixar dentro de nós.
Porque algumas insalubridades são o que nos mantém vivos nos momentos da lucidez mais ácida que nossa mente pode alcançar.
Porque somos indefinidos em todas as partes do nosso pensamento e não aceitamos não conseguirmos termos comando de nossos deveres sentimentais.
Porque dever não significa conseguir, e porque, além disso que nos envolve misteriosamente, ainda somos humanos e a incompletude da perfeição vigora em nossa essência sem tempo determinado a se esvair de nossa condição.
Porque o ontem tem significado peculiar o hoje é reflexo dele e o amanhã ninguém pode afirmar por mais latente que o otimismo e a esperança tentem vigorar.
Porque refletir não muda o estabelecido dentro da alma em momento algum ainda que se tente fielmente soterrá-lo se o assunto é o sentir.
Porque viver é perder um pouco de vigor a cada dia por mais sorrisos que se espalhe ao redor com muita sinceridade.
Porque caminhar exige tamanha esperteza e responsabilidade, quase nunca se sabe por onde ir ou como prosseguir.
Porque estacionar faz um vazio cheio de profundidade no âmago do ser, nossas pernas se movem para não vivenciar o insuportável.
Porque sorrir desvela a alma, quase nunca somos bons nesse quesito se existem mais motivos para a crueldade fincada dos obstáculos vividos.
Luciana Muterle Pazetto
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