domingo, 9 de dezembro de 2012

O acaso da vida não vem desenfreado sem circunstância plausível ou identidade desconhecida... Tudo aquilo que se chega e permanece contigo, foi consequência do que se escolheu como meta, ou simplesmente deixaste o conforto lhe prestar o que sustenta tua falta de coragem e amadurecimento...
Ninguém é vítima da vida ou dos fatos que nela se passam em existência!
Tá cheio de gente reclamando do emprego que tem ou do que não tem, e de tantas outras coisas mais...
Ficar sentadinho expurgando palavras que determinada situação lhe embaraça o ego nunca resolveu e nunca resolverá tua falta de compromisso contigo mesmo...
Não se trata de uma questão irracional que se levanta com algo que não se espera e seja passageiro, e sim dos longos anos que se passam esperando e lamuriando que as coisas se resolvam por mágica ou presente da divindade...
Abre o olho e tira a trava da cara que acordado é muito mais fácil enxergar a vida com clareza e inteligência.... Deixa de conformismo, preguiça ou blá blá blá, que nada nunca foi fácil pra ninguém e acho bem justo a vida cobrar de quem quer ouro reluzente, plantando folha seca dentro da própria alma!

sábado, 10 de novembro de 2012

Silenciar?



O silêncio na maioria das vezes tem positividade elevada no ar....
Muitos o aconchegam no peito para a não demonstração do que sentem...
Outros o gritam na alma para fazer desaparecer os tormentos que se instalam....
Há quem o carregue no bolso para todos os lugares, inclusive aqueles ainda não conhecidos...
Silenciados de plantão sinto-lhes informar: O silêncio não existe... Nunca existiu... Nunca existirá....
Este fio fino e morno que acalenta seus pormenores está para o tropeço da sua falta de autoconhecimento....
Por mais instalações de luxo que a ele você vigore, olhando no espelho verá que dentro da sua retina um grito incessante de atitude chama sua personalidade...
Um turbilhão de confusões estão instaladas em seu interior?
Não é o silêncio que lhe trará as respostas advindas de cada sentimento não nomeado....
Este caos inflamado que se remexe ao tempo que passa está esperando de você uma resolução estruturada....
Se você não a tem, comece a trabalhar para isso.... Não adianta se esconder cerrando os lábios se teu coração clama socorro....
Teus passos descoordenados e bambaleantes vão esmorecer  a míngua da tua falta de solenidade...
Tuas noites cálidas e gélidas vão se perpetuar a cada instante desapercebido que deixa passar...
Eu gosto mesmo é do barulho, do movimento, da onda, do som e do desvio turvo que me aguça o paladar.... Que mostra que nada para um segundo sequer....
Que não deixa esquecer que há vida pulsante em cada gota que faz minha alma existente sem cessar....
Que advém da certeza latente, que não existe possibilidade de inércia em qualquer pensamento, dentro da minha mente!

 Luciana Muterle Pazetto

domingo, 12 de agosto de 2012

É isso...


Há quem diga que o amor hoje em dia está fora de moda...
Há quem fale que está fora de cogitação...
Há quem acredite que ele passou a ser olhado com desdém e ainda existem aquelas pessoas que pensam que ele está globalizado e plástico como o mundo que se vive....
Amor não tem unicidade, nem conceito... Amor é sentimento e já por si despreza qualquer definição...
Amor serve para todos os espaços vazios ou incompletos que nossa alma julga vivenciar...
Amor existe somente para entrega do gosto.... Para resplandecer o sorriso, para o brilho do olhar, para o entrelaço da mão, para o encosto do abraçar...
Amor é extremamente composto para ser julgado por um sujeito simples....
Não é qualquer um que entende o amor, justamente porque ele não está para isso no conjunto de nossas singularidades...
Amor é para sentir e ponto final!


Luciana Muterle Pazetto

terça-feira, 20 de março de 2012

Há quem diga que o amor é único.... E há quem o veja como multifacetas... 
Eu o vejo como a única maneira de sentir dentro do peito, com a mesma intensidade, a mágica vivência sob vários prismas... 

Luciana Muterle Pazetto

domingo, 11 de março de 2012

Nuances...


E o sentimento que nos desnuda é aquele que não queremos aceitar ou compreender porque os caminhos que nos levam até ele não alcançam nosso grau de inteligência racional.
Porque palavras sempre vão e voltam e as que ficam são somente as que permitimos deixar dentro de nós.
Porque algumas insalubridades são o que nos mantém vivos nos momentos da lucidez mais ácida que nossa mente pode alcançar.
Porque somos indefinidos em todas as partes do nosso pensamento e não aceitamos não conseguirmos termos comando de nossos deveres sentimentais.
Porque dever não significa conseguir, e porque, além disso que nos envolve misteriosamente, ainda somos humanos e a incompletude da perfeição vigora em nossa essência sem tempo determinado a se esvair de nossa condição.
Porque o ontem tem significado peculiar o hoje é reflexo dele e o amanhã ninguém pode afirmar por mais latente que o otimismo e a esperança tentem vigorar.
Porque refletir não muda o estabelecido dentro da alma em momento algum ainda que se tente fielmente soterrá-lo se o assunto é o sentir.
Porque viver é perder um pouco de vigor a cada dia por mais sorrisos que se espalhe ao redor com muita sinceridade.
Porque caminhar exige tamanha esperteza e responsabilidade, quase nunca se sabe por onde ir ou como prosseguir.
Porque estacionar faz um vazio cheio de profundidade no âmago do ser, nossas pernas se movem para não vivenciar o insuportável.
Porque sorrir desvela a alma, quase nunca somos bons nesse quesito se existem mais motivos para a crueldade fincada dos obstáculos vividos.

Luciana Muterle Pazetto



quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Partida


Quem disse que não se pode apertar o amor entre os dedos porque ele escapa pelos vãos, não passou pela experiência de cuidá-lo com tanto zelo e abstinência que a partida se tornou inevitável...
E partida... Ah a partida... Essa tal ida de uma parte...
E o que é nosso inteiro senão feito de partes?
Que se esvaem por caminhos desconhecidos por nosso coração e antes de tudo por nossa alma...
Partes que quando nos faltam, acorrentam nosso ser  em angústia e solidão...
Partes que quando sobram, trazem as dúvidas do que iremos construir com aquilo que ficou e acabam por nos incitar a procurar outras partes para sobreviver.
Existe ainda aquela inegável... A parte mais rude, já que sempre nos retoma o âmago que sobre algumas partes, não temos o controle como capacidade...
A parte viável, que tomamos como única saída, para desabrocharmos de nosso estado corroído, lastimável...
Parte racional... Que nos assina a consciência com a exclamação convicta de que jamais nos permitiremos sentir novamente coisa igual...
Parte doída.... dilacerando o corpo que já não dá mais valor a vida...
E a parte ideal.... Que fica por dentro, no tempo, fazendo-nos perguntarmos a todas as outras partes.... Como prosseguir com todo este presente e transformar o final...
Talvez as partes sejam peculiares a cada um em sua forma desforme de ser....
A minha é pouco disso....
E muito daquilo que ainda não sou capaz de descrever.

Luciana Muterle Pazetto