sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Muralha...


O céu envolto de nuvens paira sobre meu olhar desconcertado e proibido de olhar...
Uma proibição tola que meu coração inventou planejar...
Talvez murmúrios, talvez delírios que não se possa contar,
Forma prevista de maneira quista a não se enganar...
Uma beleza perdida... Um barulho que silencia o pensar...
Um desejo exprimido, um sentimento vencido que não consegue mais perpetuar...
Uma tristeza profunda... Um vazio inestimável...
Os passos de redenção se condensam em travas de evolução...
Uma brisa morna e leve de esperança queria agarrar...
Para dizer a mim mesma que essa angústia já está a passar...
Que verei estrelas e por de sóis com um largo sorriso a contemplar...
Mas por dentro o que reina é incerteza...
Do tempo que ainda virá...
Se virão dissabores ou condensados momentos para amar...
Se virão bocas, lábios, amores e flores a me encontrar...
A única certeza que se desvela em beleza é a grande muralha que está em meu lugar!!!
E ela é imóvel, fria, gélida e pálida como uma faca a cortar...
Destroça tudo o que passa... reinventa e repassa, sem batalha prevista a almejar...


Escrever é preciso...


Escrever é preciso, válido e confortante, quando seu coração pede para que sua garganta grite as dores que aumentam suas angústias exuberantes de confusões, tornando um viés fino e entrelaçado num iceberg imenso de solidão...
Quando seu corpo não suporta a cobrança da alma suplicante, ele expulsa pelos olhos as nuances mais incompreensíveis, tornando-as todas gêmeas,  líquidas e salgadas, deixando-as escorrer por sua face, desejosas de um toque de gentileza e compreensão...
Quando seus passos atravancam obstáculos, é sinal que os seus braços estão na incessante procura de qualquer criatura, que possa lhe estender a mão...
Orgulho, certeza de postura, revolta, e amargura, escondidas... apelam para forças indizíveis, retornarem ao local de onde um dia nunca deveriam ter se esvaído...
E com a essência numa gota de chama turbulenta... Se acreditarmos... Nosso ser lentamente vai moldando, o que serve, o que esgota e o que alavanca... para mais uma jornada a refletir... Se o que valida realmente nossa vida, é caminhar com arranhados e aspereza ou se deixar lentamente, sucumbir pela tristeza...

A vida


A vida é uma dádiva que por vezes tentamos compreender,
Por várias outras tentamos esquecer e, esquecendo passamos a sobreviver!
Sobreviver ao tempo que passa, visionando momentos a mais,
As fraquezas que temos e queremos consertar;
Aos amores que perdemos e procuramos recuperar,
As aflições que passamos de maneiras tortuosas a apaziguar;
Aos obstáculos que nos deturpam na estrada a jornar,
Aos amigos que não vemos com a saudade a apertar;
Aos familiares que não nos são harmoniosos com a existência a ajustar,
Enfim, com as contas que nos propusemos a prestar;
Mas a vida...
Sim! Ela é tão maravilhosa que nos espera despertar:
Despertar para os dias que podemos melhorar,
Para aqueles instantes que temos a oportunidade de valorizar nossas
metas e os passos que nos levam a acreditar;
Acreditar na força e na luz que existe dentro de nós!
Na benevolência do amor ao próximo e na chance de transformar,
Transformar nossa alma e nossas experiências conseguindo então, o
entendimento da paz que se almeja para o que está ao nosso redor reluzir
 e ampliar,
A magnetude do amor e da esperança que nos é fundamental,
para evoluir neste mundo que estamos a caminhar...