O céu envolto de nuvens paira sobre meu olhar desconcertado e proibido de olhar...
Uma proibição tola que meu coração inventou planejar...
Talvez murmúrios, talvez delírios que não se possa contar,
Forma prevista de maneira quista a não se enganar...
Uma beleza perdida... Um barulho que silencia o pensar...
Um desejo exprimido, um sentimento vencido que não consegue mais perpetuar...
Uma tristeza profunda... Um vazio inestimável...
Os passos de redenção se condensam em travas de evolução...
Uma brisa morna e leve de esperança queria agarrar...
Para dizer a mim mesma que essa angústia já está a passar...
Que verei estrelas e por de sóis com um largo sorriso a contemplar...
Mas por dentro o que reina é incerteza...
Do tempo que ainda virá...
Se virão dissabores ou condensados momentos para amar...
Se virão bocas, lábios, amores e flores a me encontrar...
A única certeza que se desvela em beleza é a grande muralha que está em meu lugar!!!
E ela é imóvel, fria, gélida e pálida como uma faca a cortar...
Destroça tudo o que passa... reinventa e repassa, sem batalha prevista a almejar...