Das minhas crianças...
É um melodrama, uma sinfonia...
Uma história sem tramas, minha carta de alforria...
Cada olhar que em mim confia,
Cada sorriso que me empregam,
Cada mão que corre para a minha,
Cada abraço que enternece...
Que seria eu como profissional,
Sem minhas crianças que me enobrecem?
Enaltecem minha alma com leveza e vastidão...
Vem até meu colo com ternura e mansidão...
Ou disparam e pulam correndo, alcançando meu coração!
Que, sem elas nada sou... Disso já sei!
Que seres humanos se tornarão com o tempo corrido em ventanias?
Talvez, quando estiverem adultas, por ventura, num encontro eu saberei...
Até lá, entrego o que sou a elas sem reservas!
Reabastecendo minha essência com alegrias,
Todo e cada um por um, o caminho que percorro estes meus dias.
Luciana Muterle Pazetto