O morno, definitivamente não é para mim...
Só
quem já vivenciou de forma branda um sentimento que deveria ser estonteante e
totalmente volúvel, pode compreender o significado das palavras que procuro aqui
em vão, expressar...
Penso
eu que atualmente muitas são as situações que proporcionam este fio sereno e
sem exaustão...
É a
falta de afinidade e cumplicidade que pesa na hora de se tentar enxergar, porque
algo que deveria lhe trazer alegria te deixa estático, inerte e inteiramente
confuso...
Num
mundo de relações livres, modernas e globalizadas sobra gente sorrindo e falta
conexão integral entre seres, almas, saberes, confiança e respeito mútuo.
Há
quem prefira uma tonelada de Eu te amo, durante 24 horas, regadas a duplos
cálices de vinho por semanas, meses e anos com beijos, encontros, baladas e pessoas
diferentes. Não que isso não seja agradável na presença de amigos, que fazem
diferença em nossas vidas sempre que nos presenteiam com sua companhia...
Mas existe
uma grande diferença entre beber com os amigos e saber o limite da tua
individualidade como ser humano.
Existe
em mim algo que cobra minha essência e meus princípios como pessoa, refletindo
como um espelho os valores e os sentimentos que eu sei que são importantes e
fundamentais para a existência... E isso não tem fio morno que esquente, nem vodka
com gelo que refresque. Isso se chama caráter e este não pode ser jamais
subornado por qualquer balada que eu compareça.
Caretice,
diriam qualquer um de vocês... Pode ser!
Eu
teimo a chamar a minha de personalidade... Com zilhões de defeitos e pouquíssimas
qualidades. Mas é o diferencial que existe só no meu ser. Isso me livra de pessoas
supérfulas e vazias... E, sim! Eu tenho orgulho de assim ser.