domingo, 10 de março de 2013




O morno, definitivamente não é para mim...
        Só quem já vivenciou de forma branda um sentimento que deveria ser estonteante e totalmente volúvel, pode compreender o significado das palavras que procuro aqui em vão, expressar...
        Penso eu que atualmente muitas são as situações que proporcionam este fio sereno e sem exaustão...
        É a falta de afinidade e cumplicidade que pesa na hora de se tentar enxergar, porque algo que deveria lhe trazer alegria te deixa estático, inerte e inteiramente confuso...
        Num mundo de relações livres, modernas e globalizadas sobra gente sorrindo e falta conexão integral entre seres, almas, saberes, confiança e respeito mútuo.
        Há quem prefira uma tonelada de Eu te amo, durante 24 horas, regadas a duplos cálices de vinho por semanas, meses e anos com beijos, encontros, baladas e pessoas diferentes. Não que isso não seja agradável na presença de amigos, que fazem diferença em nossas vidas sempre que nos presenteiam com sua companhia...
        Mas existe uma grande diferença entre beber com os amigos e saber o limite da tua individualidade como ser humano.
        Existe em mim algo que cobra minha essência e meus princípios como pessoa, refletindo como um espelho os valores e os sentimentos que eu sei que são importantes e fundamentais para a existência... E isso não tem fio morno que esquente, nem vodka com gelo que refresque. Isso se chama caráter e este não pode ser jamais subornado por qualquer balada que eu compareça.
        Caretice, diriam qualquer um de vocês... Pode ser!
        Eu teimo a chamar a minha de personalidade... Com zilhões de defeitos e pouquíssimas qualidades. Mas é o diferencial que existe só no meu ser. Isso me livra de pessoas supérfulas e vazias... E, sim! Eu tenho orgulho de assim ser.