Percalço...
E rasga-se o véu da sanidade transeunte,
Que até aqui foi figurada como meta...
Aquela mesma costurada em cada cume,
De uma textura a fino modo elaborada...
Com as premissas de uns saltos... tantos mais!
E a ventura de toda lúcida inquietude asfixiada...
Aquele traço que estirava-se uniforme,
Agora inclina-se a deriva desse vácuo...
Uma visão que torna nítida a viagem,
De quantas fossem essas horas incessantes...
Em meio a tantas as procuras por suplício,
A tua base entorta o passo em cavalgada...
Quando vislumbra de teus olhos altura vasta,
De um porvir que a compreensão jamais alcança...
A aparente caminhada como lança,
Espera apenas uma gota da tua garra entrecortada,
Que atingida então esmera-se em esperança...
Num simples passo que seu pé faça a vingança...
Em não deixar que anos luz, vestidos de escuridão,
Te cerquem a alma em vã e sutil hostilidade amargurada...
Onde a plácida tentativa em levantar-te,
É força inestimada do caminho...
Que enfim aguarda sua chegada como ninho,
A acolher-te no percalço em tua jornada!
Luciana Muterle Pazetto