terça-feira, 15 de janeiro de 2013



Percalço... 

 

E rasga-se o véu da sanidade transeunte,

Que até aqui foi figurada como meta...

Aquela mesma costurada em cada cume,

De uma textura a fino modo elaborada...

Com as premissas de uns saltos... tantos mais!

E a ventura de toda lúcida inquietude asfixiada...

Aquele traço que estirava-se uniforme,

Agora inclina-se a deriva desse vácuo...

Uma visão que torna nítida a viagem,

De quantas fossem essas horas incessantes...

Em meio a tantas as procuras por suplício,

A tua base entorta o passo em cavalgada...

Quando vislumbra de teus olhos altura vasta,

De um porvir que a compreensão jamais alcança...

A aparente caminhada como lança,

Espera apenas uma gota da tua garra entrecortada,

Que atingida então esmera-se em esperança...

Num simples passo que seu pé faça a vingança...

Em não deixar que anos luz, vestidos de escuridão,

Te cerquem a alma em vã e sutil hostilidade amargurada...

Onde a plácida tentativa em levantar-te,

É força inestimada do caminho...

Que enfim aguarda sua chegada como ninho,

A acolher-te no percalço em tua jornada!

 

Luciana Muterle Pazetto