Com estas letras que aqui me cabem, procuro expressar de forma pessoal, alegrias, tristezas, dúvidas, certezas e aspirações dos momentos que passo nesta existência.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Partida
Quem disse que não se pode apertar o amor entre os dedos porque ele escapa pelos vãos, não passou pela experiência de cuidá-lo com tanto zelo e abstinência que a partida se tornou inevitável...
E partida... Ah a partida... Essa tal ida de uma parte...
E o que é nosso inteiro senão feito de partes?
Que se esvaem por caminhos desconhecidos por nosso coração e antes de tudo por nossa alma...
Partes que quando nos faltam, acorrentam nosso ser em angústia e solidão...
Partes que quando sobram, trazem as dúvidas do que iremos construir com aquilo que ficou e acabam por nos incitar a procurar outras partes para sobreviver.
Existe ainda aquela inegável... A parte mais rude, já que sempre nos retoma o âmago que sobre algumas partes, não temos o controle como capacidade...
A parte viável, que tomamos como única saída, para desabrocharmos de nosso estado corroído, lastimável...
Parte racional... Que nos assina a consciência com a exclamação convicta de que jamais nos permitiremos sentir novamente coisa igual...
Parte doída.... dilacerando o corpo que já não dá mais valor a vida...
E a parte ideal.... Que fica por dentro, no tempo, fazendo-nos perguntarmos a todas as outras partes.... Como prosseguir com todo este presente e transformar o final...
Talvez as partes sejam peculiares a cada um em sua forma desforme de ser....
A minha é pouco disso....
E muito daquilo que ainda não sou capaz de descrever.
Luciana Muterle Pazetto
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